Caso de cliente

O Google Cloud publicou o caso da WeSpeak

O Google documentou como mais de 700 hotéis da América Latina transformam seus canais de mensagens em um canal de venda direta. Estes são os principais pontos do caso, em português.

O artigo original foi publicado em inglês pelo Google Cloud. Ler o caso completo →

Os resultados publicados
  • 70% das consultas de hóspedes resolvidas de ponta a ponta, sem intervenção da equipe do hotel.
  • Até 167% de aumento na conversão de reservas diretas.
  • 0 quedas da plataforma desde a migração de um servidor privado para o Cloud Run.
  • 70% de redução nos tickets de suporte após adotar uma arquitetura de agente.

O problema não é a demanda. É o momento em que ela chega.

Um hotel que recebe consultas pelo WhatsApp, Instagram, Facebook ou TikTok já tem a demanda resolvida. O que não tem é a capacidade de atendê-la no instante exato em que existe intenção de compra.

Essa intenção dura minutos. O hóspede que pergunta sobre disponibilidade em um domingo às onze da noite não espera até segunda-feira: continua procurando. E quando encontra resposta, muitas vezes a encontra em um intermediário que cobra comissão sobre uma reserva que o hotel já tinha conquistado.

Esse é o custo real de uma mensagem sem resposta. Não é uma reserva perdida: é uma reserva que o hotel paga duas vezes, primeiro em esforço comercial e depois em comissão.

A WeSpeak existe para fechar essa lacuna. Um agente de vendas conversacional que atende cada consulta no momento em que ela chega, conduz o diálogo com critério comercial e leva o hóspede da primeira mensagem até o pagamento confirmado, sem sair da conversa.

Dois hotéis, com nome e com números

O caso publicado pelo Google cita resultados de clientes concretos:

Holiday Inn Córdoba

  • 86% das consultas resolvidas de forma automática
  • 23% de aumento nas reservas diretas

Howard Johnson

  • 89% das consultas resolvidas de forma automática
  • 21% de aumento nas reservas diretas

São redes internacionais operando em mercados competitivos. A diferença não está em receber mais consultas, mas em responder às que já recebiam.

O que há por trás desses números

  1. 01

    Um modelo escolhido com base em evidências, não por disponibilidade

    Antes de definir o modelo que impulsiona o agente, a equipe da WeSpeak executou mais de mil testes automatizados em cada alternativa avaliada, medindo as taxas de alucinação em cenários hoteleiros reais.

    Esse critério não é um detalhe técnico. Um hóspede que consulta uma tarifa, uma política de cancelamento ou se o café da manhã está incluído precisa do dado exato. Uma resposta aproximada não é um incômodo menor: é uma reserva que cai ou uma reclamação no check-in.

  2. 02

    Arquitetura de agente, não de fluxo predefinido

    O caso documenta uma mudança de design importante: passar de vários modelos encarregados de partes diferentes da conversa para um único agente capaz de resolvê-la por completo.

    O agente dispõe de ferramentas e decide como usá-las. Consulta a disponibilidade, cria a reserva e gera o link de pagamento dentro do mesmo diálogo. Não segue uma árvore de opções: responde.

    Na prática, um hóspede escreve pelo WhatsApp perguntando sobre quartos. Recebe alternativas com fotos, tira suas dúvidas sobre estacionamento ou check-out tardio, informa seus dados e recebe um link de pagamento. A reserva é confirmada em minutos, sem que ninguém da equipe intervenha.

  3. 03

    Infraestrutura à altura do que está em jogo

    Cada minuto de plataforma fora do ar é uma reserva que fica sem resposta. Por isso, a migração para o Cloud Run foi uma decisão comercial antes de ser técnica: contêineres que escalam automaticamente de acordo com o volume de consultas, sem um servidor fixo que possa derrubar todo o sistema.

    A isso se soma um sistema de filas com novas tentativas automáticas. Se um serviço externo apresenta uma instabilidade, a plataforma insiste até que o hóspede receba resposta.

“Os hotéis que usam a WeSpeak vendem mais. É isso que os números mostram.”
Agustín Albiero CTO e cofundador da WeSpeak, no caso publicado pelo Google Cloud

O que isso significa se você está avaliando IA para o seu hotel

A pergunta já não é se a inteligência artificial consegue sustentar uma conversa com um hóspede. É se ela consegue fechar uma venda sem supervisão, com o dado correto, a qualquer hora, e sem que o hotel assuma o risco de ela cair no pior momento.

O caso publicado pelo Google Cloud responde a essas três perguntas com resultados medidos em hotéis que operam hoje.