Oi, sou o Gonzalo 👋
Nesta edição quero compartilhar com você uma notícia que pode mudar a forma como te encontram na internet, uma reflexão sobre os detalhes, uma ideia concreta para o seu marketing e o novo episódio do podcast, com um convidado que vai despertar nostalgia.
Vamos começar.
📰 Traduzo a notícia: as plataformas já conectam hotéis ao ChatGPT
Uma novidade relevante para a distribuição hoteleira: diferentes plataformas do setor começaram a conectar suas acomodações a assistentes de inteligência artificial como ChatGPT e Claude, com o objetivo de captar reservas diretamente desses canais conversacionais. E o dado que sustenta isso é contundente: segundo os relatórios de comportamento do viajante deste ano, a grande maioria já recorre à inteligência artificial para planejar e reservar suas estadias, com uma incidência ainda mais marcada entre as gerações mais jovens.
O que isso significa pro seu hotel? Que a porta de entrada do hóspede está se multiplicando. Durante anos a conversa foi «Google ou as OTAs»; agora se soma um canal onde o viajante pergunta em linguagem natural e recebe uma recomendação direta, sem percorrer uma lista de resultados.
E aqui está o importante: quando a IA recomenda, ela não consulta um catálogo publicitário, ela se apoia nas informações públicas disponíveis sobre o seu hotel. Por isso a consistência dos seus dados, a qualidade da sua reputação online e a clareza com que você descreve o que oferece deixaram de ser uma tarefa de marketing para virar uma condição de visibilidade.
Não se trata de correr atrás de cada canal novo. Se trata de garantir que, quando alguém perguntar por um hotel como o seu, a informação que existir sobre o seu hotel seja a correta.
🏨 O ofício: os detalhes que um hóspede lembra
Um hóspede raramente lembra da tarifa que pagou. Lembra de como o fizeram se sentir. E isso quase nunca depende de quão caro ou grande é o hotel, e sim dos detalhes.
Pensa nos momentos que de verdade marcam uma estadia no seu hotel: a recepção de alguém que parecia estar esperando por ele, a recomendação certeira de onde comer bem longe dos circuitos turísticos, a solução rápida e sem fricção quando algo deu errado, o gesto que ninguém pediu. Nada disso aparece no seu folheto, mas é exatamente o que os seus hóspedes contam quando voltam pra casa.
Também existem os detalhes que custam caro, quase sempre por descuido: um check-in eterno depois de uma viagem longa, o «isso não é da minha área», a mensagem sem resposta, a sensação de ser só mais um número. Um único detalhe assim pode ofuscar uma estadia impecável, e dificilmente vai aparecer numa pesquisa de satisfação.
A boa notícia é que a maioria desses detalhes não exige orçamento, exige atenção. Escolha um único momento da jornada do seu hóspede —a chegada, por exemplo— e se pergunte se ali o seu hotel deixa uma marca ou simplesmente cumpre. É aí, mais do que no preço, que se ganha a recomendação e o retorno.
📣 Marketing hoteleiro: como conseguir mais avaliações sem parecer insistente
As avaliações são um dos ativos mais valiosos de um hotel: sustentam sua reputação, influenciam a decisão de reserva e, como vimos acima, também alimentam o que a IA sabe do seu hotel. Mesmo assim, muitos hotéis evitam pedi-las por medo de incomodar o hóspede.
Trabalhando com hotéis todos os dias na WeSpeak, tem quatro coisas que vejo funcionar:
- Escolha o momento certo. O melhor instante é quando o hóspede acabou de viver algo positivo ou ao final da estadia, não dias depois, quando a lembrança já se diluiu.
- Peça algo específico, não uma nota. Em vez de «deixa uma avaliação pra gente», tenta «ajudaria muito você contar o que mais gostou». Você recebe comentários mais ricos e com a linguagem real dos seus hóspedes.
- Reduza a fricção ao máximo. Um link direto, em um só clique, faz uma diferença enorme em comparação a pedir pra pessoa procurar o seu hotel numa plataforma.
- Responda todas, principalmente as negativas. Cada resposta fala com os futuros hóspedes que vão lê-las antes de decidir.
Pedir avaliações não incomoda quando é feito com naturalidade e no momento certo. O que custa caro mesmo é nunca pedir.
🎙 Novo episódio de Mates & Management: Javier Castellanos, cofundador de El Rincón del Vago
No episódio 2 do podcast conversei com Javier Castellanos, cofundador de El Rincón del Vago, aquele site que marcou duas gerações de estudantes na Espanha e na América Latina. Ele o fundou em 1998, quando era estudante em Salamanca e antes de o Google existir, e chegou a receber milhões de visitas diárias.
Falamos sobre como se constrói um projeto do zero sem investidores, sobre a decisão de vender a empresa aos 26 anos, sobre o que realmente buscar na hora de contratar alguém e sobre o paralelo entre a febre das pontocom e o momento que vivemos hoje com a inteligência artificial. A reflexão dele sobre por que as ferramentas mudam mas a capacidade de resolver problemas continua sendo o decisivo é, pra mim, um dos grandes aprendizados da conversa.
É uma conversa com muito valor pra qualquer pessoa que gerencia um negócio ou uma equipe. Recomendo escutar completa.
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A gente se vê na próxima edição!
Gonzalo.