Olá, sou o Gonzalo 👋
Hoje trago uma edição com muito valor para ler: traduzo uma notícia interessante sobre a IA em hotéis, dou uma ideia prática para o seu marketing, conto como foi o nosso evento no Paraguai e compartilho uma pergunta que um hoteleiro me fez ao final do nosso evento. Vamos lá.
📰 Traduzo a notícia: a indústria passou de «testar» a IA para «usá-la»
Um relatório recente do setor confirma algo que já se via chegando: o setor deixou para trás a fase de exploração da IA para entrar de vez na de execução, com 82% dos hotéis prevendo aumentar o seu uso em 2026. E não é entusiasmo vazio: 7 em cada 10 profissionais já consideram que a IA está tendo um impacto significativo ou transformador na indústria.
O que isso significa para o seu hotel? Poderia ser lido como «se você não subir no trem, fica de fora». Mas essa é justamente a leitura que eu não quero que você leve. A notícia real não é «implemente IA já»; é que a régua se moveu: a pergunta deixou de ser se usar IA e passou a ser onde usá-la para que ela te sirva.
E aqui vai a parte incômoda: adotar IA por medo de ficar para trás é a pior razão para fazer isso. IA sem integração, sem dados e sem impacto real na sua operação é, simplesmente, fumaça. «Todo mundo usar» não torna boa uma ferramenta que não resolve um problema concreto do seu hotel.
Minha recomendação: não entre na IA pela moda nem pelo barulho. Entre onde você possa resolver algo que hoje dói e, acima de tudo, onde possa medir se melhorou. Isso não é chegar tarde. Isso é chegar bem.
📣 Marketing hoteleiro: sua primeira foto pode estar te custando reservas
Quando alguém te encontra —numa OTA, no Google, no Instagram—, a primeira impressão se decide em muito pouco tempo: costumamos escolher em segundos se continuamos olhando ou passamos direto. E nessa decisão, a primeira foto costuma pesar muito.
Algo que vejo com frequência é que essa primeira imagem acaba sendo a fachada do prédio ou o lobby vazio. Não está errado, mas mostra um lugar mais do que uma experiência. E, na minha opinião, as pessoas não se apaixonam por um prédio: se apaixonam pelo que imaginam que vão viver estando ali.
Por isso te deixo um exercício simples: olhe a sua galeria com olhos de hóspede e se pergunte que imagem faria alguém parar e pensar «quero estar aí». Pode ser a vista, a piscina na hora dourada, o quarto com aquela luz quente, o detalhe que torna o seu lugar único. Experimente colocar essa primeira foto, em todos os seus canais.
Não se trata de ter mais fotos, e sim de fazer a primeira trabalhar para você. É uma mudança de cinco minutos que vale muito a pena testar.
O que ficou do nosso evento em Assunção
Alguns dias atrás vivemos algo especial. Junto com a Asociación Industrial Hotelera del Paraguay (AIHPY) fizemos o Hospitality & AI Summit Asunción 2026: duas jornadas no Sheraton Asunción para falar de inteligência artificial, marketing e distribuição na hotelaria.
Não foi um evento de produto: foi uma conversa de indústria, de colegas para colegas, sobre o que hoje define o revenue de um hotel. Falou-se de para onde vai a IA, de como a distribuição mudou e do que está funcionando de verdade para vender mais e depender menos dos intermediários.
Queremos agradecer à AIHPY por tornar este encontro possível, e a cada hoteleiro que participou. A presença e a participação de vocês foram o que deu verdadeiro valor à jornada.
E o melhor deste evento não foi o que nós dissemos, e sim as conversas que se formaram entre colegas. Isso reafirma uma coisa: a indústria da região tem muitíssima vontade de continuar crescendo.
💬 Pergunte ao Gonzalo
Depois do nosso evento no Paraguai, um hoteleiro me enviou uma pergunta que achei tão boa que quero compartilhar com todos:
«Gonzalo, fui ao evento de Hospitality & IA em Assunção e saí convencido de que preciso começar a usar IA. Mas tenho um hotel médio, com uma equipe pequena e mil coisas nas costas. Por onde começo sem enlouquecer?»
É, talvez, a melhor pergunta que se pode fazer, porque não começa por «que ferramenta eu compro?», e sim por «por onde eu começo?». Aí está 80% do sucesso.
Minha resposta curta: não tente fazer tudo ao mesmo tempo, pode ser um erro que, em vez de ajudar, complica mais.
E a resposta um pouco mais longa, em três passos:
- Comece por um único problema que dói hoje. Na maioria dos hotéis médios, esse problema são as mensagens: as consultas que chegam e você não consegue responder a tempo, principalmente fora do horário. Ali se perdem reservas concretas, todos os dias.
- Antes de resolver, avalie. Quantas consultas ficam sem resposta? Quanto tempo você demora para responder? Não dá para melhorar o que não se analisa, e esse número vai te mostrar o tamanho real da oportunidade.
- Automatize essa parte, e proteja o humano. Deixe a tecnologia cuidar do repetitivo (responder na hora, fazer acompanhamento) e reserve a sua equipe para o que nenhuma máquina faz bem: o emocional, o complexo, o atendimento que fideliza.
Não queira chegar ao passo final sem antes começar a caminhar. Escolha uma única coisa, faça bem, meça o resultado, e a partir daí continue. Assim a IA deixa de ser uma ameaça abstrata e vira uma aliada concreta.
E se esse primeiro passo que você quer dar forem justamente as mensagens —parar de perder reservas por não responder a tempo—, com prazer te mostramos funcionando.
Agende uma demo com a gente e te mostramos, sobre o seu próprio caso, como ficaria no seu hotel.
A gente se vê na próxima! 👋
Gonzalo