Olá, sou o Gonzalo 👋
Hoje temos uma edição prática: quero te trazer um prompt para usar já, falar de um caso real que eu adorei, algo que você nunca deveria automatizar no seu hotel, e te mostrar um erro que vi se repetir em milhares de conversas. Vamos lá.
⚡ O prompt de hoje
Seus hóspedes já te disseram por que escolhem você… está escrito nas suas avaliações. Este prompt as transforma nos seus melhores argumentos de venda. Copie, cole as suas avaliações e use o que sair, no seu WhatsApp e nas suas redes:
«Você é um especialista em marketing hoteleiro. Vou colar as últimas avaliações do meu hotel. Analise-as e me diga três coisas: 1) os 3 principais motivos pelos quais os hóspedes escolhem e amam o meu hotel, com as palavras exatas que eles usam; 2) que tipo de hóspede mais aproveita o meu hotel; e 3) uma frase curta e calorosa que eu possa usar para vender esses pontos fortes pelo WhatsApp. Aqui vão as avaliações: [cole as suas avaliações]»
Em 30 segundos você vai ter, preto no branco, o que te faz diferente. E isso é ouro para vender.
🎬 Caso real: de 27.000 mensagens na mão… a bater recordes
Preciso te mostrar isto. O Grupo Pinares chegou a responder mais de 27.000 mensagens manualmente no seu hotel.
Imagina o que é isso: uma equipe inteira atrás do telefone, dia e noite, tentando que nenhuma consulta ficasse sem resposta. Hoje essa história é outra.
Com a IA trabalhando ao lado deles, não só pararam de se afogar em mensagens: estão batendo recordes. Eles mesmos contam, muito melhor do que eu conseguiria resumir.
É a melhor prova de algo que repito sempre: a tecnologia não vem substituir a equipe, vem tirar o peso de cima dela para que faça o que de verdade importa.
Veja o caso do Grupo Pinares aqui 👇
ASSISTA AO VÍDEO COMPLETO
🤝 O que você nunca deveria automatizar no seu hotel
Escrevo isto justo eu, que vivo falando de tecnologia. Mas precisamente por isso quero ser claro: nem tudo em um hotel se automatiza, e confundir isso sai caro.
A tecnologia é ótima para uma coisa: tirar o repetitivo de cima de você. Responder na hora uma consulta de disponibilidade, mandar a confirmação, lembrar o horário do check-in, fazer um acompanhamento que, sem ela, ninguém faria.
Tudo isso, delegue sem culpa. É trabalho que não precisa de um coração humano por trás e que, ainda por cima, feito na mão, esgota a equipe. Mas existe uma linha que não convém cruzar. Há momentos em que o hóspede não quer eficiência: quer se sentir visto. E isso nenhuma máquina faz bem:
- As boas-vindas. Quando alguém chega cansado de uma viagem, uma pessoa que o recebe com calor humano vale mais do que qualquer processo impecável.
- O problema ou a reclamação. Algo deu errado e o hóspede está chateado. Ali se ganha ou se perde a lealdade, e se ganha com empatia, não com uma mensagem automática.
- O momento emocional. Uma lua de mel, um aniversário de casamento, uma viagem dos sonhos. Essas pessoas não buscam uma tarifa rápida: buscam alguém que entenda por que aquela viagem importa.
- O gesto inesperado. O detalhe que ninguém pediu e que transforma uma estadia em uma história que o hóspede vai contar. Isso não se programa: se sente.
A regra que eu uso é simples: deixe a tecnologia cuidar do que cansa, para que a sua gente tenha tempo e energia para o que emociona. Um hotel que automatiza o repetitivo e humaniza o importante não fica mais frio. Fica mais hospitaleiro, porque libera as pessoas para fazer a única coisa que de verdade não se delega: cuidar de outra pessoa.
A tecnologia não vem tirar o seu lado humano. Bem usada, ela devolve o tempo para você ser ainda mais humano.
🚨 O erro que vemos em quase todos os hotéis que estão chegando agora
Quando um hotel entra na WeSpeak, a primeira coisa que fazemos é olhar como ele vinha gerenciando as consultas na mão. E aparece um padrão que se repete quase sempre: cerca de 40% das conversas se apagam depois da primeira mensagem.
O que acontece ali? O hóspede escreve, alguém do hotel responde uma vez —muitas vezes só com um preço—, e a conversa morre. Ninguém pergunta de volta, ninguém faz acompanhamento. O lead não se perde porque o hotel é caro ou fica longe. Se perde por silêncio.
E atenção, não é culpa da equipe do hotel: é o que acontece quando tudo depende de uma pessoa ter um minuto livre para responder. Sem um sistema por trás, as mensagens se acumulam e muitas ficam pelo caminho.
Aqui está o importante: esse erro é dos mais fáceis de corrigir. Dois movimentos mudam o jogo:
- Nunca feche com um ponto final: em vez de «a tarifa é X», termine com uma pergunta: «Para quais datas você estava pensando?». Uma conversa viva é uma reserva possível.
- Sempre faça acompanhamento: se o hóspede não respondeu, uma segunda mensagem gentil no dia seguinte recupera muitíssimas reservas que pareciam perdidas. A maioria dos hotéis, gerenciando na mão, nunca a envia.
Quem entende isso para de perder reservas por silêncio. E elas são, quase sempre, as mais fáceis de recuperar.
O que você achou desta edição?
Se acha que pode servir para mais alguém, compartilhe. E se tiver dúvidas, sugestões ou uma pergunta para mim, vou adorar te ler.
A gente se vê na próxima edição!
Gonzalo.